Antecipando a segunda etapa da Campanha de Vacinação contra a Paralisia Infantil, que oficialmente terá início no dia 22 de agosto, a Secretaria de Saúde vai disponibilizar as doses da vacina a partir desta segunda-feira (17), inclusive na Zona Rural. As crianças com idade entre zero a quatro anos poderão receber as gotinhas, entre 7h e 17h, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (DSCA), na Policlínica de Benfica ou no posto da Rua Espírito Santo, 1.023.
A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de vacinar 95% das 33.666 crianças residentes em Juiz de Fora, incluindo aquelas que nesta faixa etária não receberam a dose na primeira etapa da campanha, ocorrida em junho. Os preparativos para a recepção das crianças no dia oficial da campanha (22) ainda estão sendo organizados pela Secretaria.
O objetivo primordial da campanha é o de manter o Brasil na condição de país certificado internacionalmente na erradicação da doença, evitando a circulação do vírus. Na segunda etapa da campanha, em 2008, Juiz de Fora não alcançou a meta, sendo administradas apenas 25.928 doses da vacina, atingindo 75,5% do público infantil com idade entre zero e quatro anos. As crianças que têm o cartão de vacina completo também devem tomar a dose extra. Com o slogan “Não dá pra vacilar, tem que vacinar” o Ministério da Saúde tem por objetivo a proteção coletiva, criando barreiras contra o poliovírus.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), no Mundo há 19 países polioendêmicos, contabilizando, em 2009, 436 casos confirmados da doença. A enfermeira do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE) da Secretaria de Saúde, Maria Hélida Pires de Almeida, cita países como a Nigéria (com 256 casos), Índia (com 43), Afeganistão (com 7) e Paquistão (com 12 casos), dentre os endêmicos. “Vivemos em uma ‘aldeia global’. A globalização torna a barreira do espaço-tempo quase que desprezível, criando oportunidade para a troca de culturas, como por exemplo, o intercâmbio. Por isso, chamamos a atenção para a responsabilidade dos pais em levar seus filhos para se imunizarem”, observa a enfermeira.
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