As aulas nas escolas públicas e particulares de Uberlândia retornam na próxima segunda-feira (17). A decisão foi anunciada na tarde desta quinta-feira pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à gripe A. O adiamento das aulas nesta semana trouxe muitos transtornos para os pais.
A mesa posta para um lanche rápido alegra as crianças, mas afeta o bolso de Márcia Osmânia. Os filhos que antes comiam na escola, agora ficam em casa. “E eu ainda pago R$100 para alguém olhar minhas crianças”, conta a operadora de produção.
As aulas em Uberlândia foram suspensas desde terça-feira. Mesmo as creches, que não tem férias, tiveram que fechar as portas. Em reunião, o Comitê Municipal de Enfrentamento à Influenza A definiu o retorno às aulas das escolas públicas e privadas já na próxima segunda-feira.
Mas a recomendação para o cancelamento de cirurgias eletivas agora virou regra. “Vimos pelo levantamento dos leitos hospitalares que a medida não foi colocada em prática. Então há a necessidade sim de mandar documento aos hospitais formalizando esta questão”, alertou o promotor Lúcio Flávio.
De acordo com este procurador da república, Cléber Eustáquio Neves, a maior preocupação é em relação aos leitos de UTI. Em Uberlândia são pouco mais de 70, sendo que 15 estão na UFU. Segundo ele, nenhum disponível. “Ontem nós ingressamos com uma ação contra a UFU e contra a União em relação ao quarto andar do Hospital de Clínicas onde, teoricamente, deveriam estar funcionando mais 30 leitos em Uberlândia e não está”, acrescentou.
De todos os assuntos discutidos na reunião, uma pendência ficou para a próxima semana: os riscos enfrentados pelos detentos das três unidades do sistema prisional de Uberlândia durante as visitas. O comitê vai se reunir com os diretores das unidades para ver a possibilidade de os visitantes usarem máscaras. Compradas pelo estado ou governo federal. Se isso não der certo, os encontros podem ser suspensos por tempo indeterminado.
“Eles já estão aglomerados e não queremos a disseminação desse vírus dentro da penitenciária. O que acarretaria, sem dúvida alguma, um maior número de casos graves e a exigência de leitos de UTI”, explica o promotor de justiça, Lúcio Flávio de Faria.
A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) informou que não recebeu nenhuma notificação da justiça e que as obras do quarto andar do Hospital de Clínicas ainda não foram concluídas.
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